Em resumo
Capital de giro é uma necessidade permanente da empresa, mas muita gente cobre essa necessidade com linhas de emergência, como cheque especial empresarial e antecipação de recebíveis. Usando um imóvel da empresa ou de um sócio como garantia, dá para trocar essas renovações curtas por uma operação única, com prazo longo e taxa a partir de 1,07% ao mês mais IPCA.
Na GUIN, o crédito para empresas é sempre com garantia de imóvel. Não fazemos empréstimo PJ sem garantia.
O problema das linhas curtas
Cheque especial e antecipação resolvem o mês, mas cobram caro e voltam todo mês. A empresa passa a trabalhar para pagar juros, e o caixa nunca respira.
Exemplo ilustrativo
R$ 500 mil rodando no cheque especial, na faixa de 8% ao mês, geram cerca de R$ 40 mil de juros por mês. Com garantia de imóvel, a cerca de 1,44% ao mês (1,07% mais IPCA de 4,58% em 12 meses), seriam perto de R$ 7,2 mil no primeiro mês. Conta simplificada, sem IOF, seguros e tarifas.
No CNPJ ou no CPF do sócio
No CNPJ
A empresa contrata, com garantia de um imóvel da empresa ou dos sócios. A análise olha faturamento, balanço e endividamento.
No CPF do sócio
O sócio usa um imóvel próprio como garantia e aplica o recurso no negócio. A análise olha a renda e o histórico da pessoa física.
A estrutura certa depende de custo, prazo e exigências de cada instituição. A comparação das duas costuma mudar bastante o resultado.
Quanto o imóvel libera
O limite costuma chegar a 60% do valor de avaliação. Para um crédito de R$ 1 milhão, o imóvel precisa valer, em avaliação, cerca de R$ 1,67 milhão. Mais de um imóvel pode compor a garantia, conforme a instituição. A GUIN estrutura operações de R$ 100 mil a R$ 10 milhões.
Carência para o investimento respirar
A operação pode ter carência de 3 meses, e em algumas instituições chega a 6. Ajuda quando o dinheiro vai para algo que demora a dar retorno, como estoque ou uma nova unidade. Os juros do período costumam ser somados ao saldo.
Por que pensar nisso agora
Com a reforma tributária, o split payment vai separar o imposto no momento do pagamento, e a empresa deixa de ter, no caixa, o dinheiro do imposto até a data de recolher. A obrigatoriedade entre empresas está prevista para 2028, com início gradual em 2027. Para muitas empresas, isso significa menos fôlego de caixa. Converse com o seu contador sobre o seu caso.
Cuidados antes de contratar
- A parcela precisa caber no fluxo de caixa, inclusive nos meses mais fracos
- Compare o custo efetivo total (CET), e não só a taxa
- Use o crédito para trocar dívida cara ou investir no que gera retorno, e não para cobrir prejuízo recorrente sem resolver a causa
- O imóvel precisa ser urbano, com matrícula própria e documentação em dia
O que eu vejo na prática
Muitas empresas lucrativas vivem apertadas porque o capital de giro está montado sobre dívida curta. Quando a gente coloca a conta na mesa, o empresário percebe que o problema não é falta de dinheiro, é o formato da dívida. Gustavo Miranda